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Employer branding: como medir a reputação da empresa?

By dezembro 30, 2020abril 28th, 2025Cultura Organizacional
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Tão impor­tante quan­to imple­men­tar as estraté­gias de employ­er brand­ing é saber medir os seus resul­ta­dos. Afi­nal, o geren­ci­a­men­to da mar­ca empre­gado­ra pode ger­ar diver­sos impactos pos­i­tivos no cli­ma de tra­bal­ho e na relação com novos e atu­ais tal­en­tos. 
Nesse sen­ti­do, o ide­al é con­sid­er­ar as métri­c­as mais rel­e­vantes e saber como anal­isá-las. Com os resul­ta­dos em mãos, é pos­sív­el saber o que tem fun­ciona­do e o que ain­da pre­cisa de otimiza­ção. Por­tan­to, veja como medir o employ­er brand­ing do negó­cio e tome decisões mel­hores a par­tir dis­so.

1. Conheça o tempo médio para contratação

O “time to hire” ou tem­po médio para a con­tratação envolve todo o proces­so, des­de a divul­gação da mar­ca até que um can­dida­to sele­ciona­do aceite ocu­par a posição. Quan­do esse perío­do é muito ele­va­do, há maior vacân­cia e, poten­cial­mente, per­da de desem­pen­ho por parte das equipes que estão incom­ple­tas.
A redução desse tem­po está asso­ci­a­da a diver­sos fatores, como a con­strução de um proces­so sele­ti­vo enx­u­to ou o uso de uma platafor­ma de recru­ta­men­to e seleção. No entan­to, tam­bém se rela­ciona ao employ­er brand­ing.
Afi­nal, uma boa imagem empre­gado­ra é um fator de con­venci­men­to para os tal­en­tos, que escol­hem tra­bal­har na empre­sa. Por­tan­to, faça uma média do tem­po de con­tratação e acom­pan­he essa evolução para iden­ti­ficar se há mel­ho­rias nesse sen­ti­do.

2. Pense no custo por contratação

Uma das métri­c­as mais impor­tantes de R&S envolve o cus­to por con­tratação. Afi­nal, o obje­ti­vo é obter um bom cus­to-bene­fí­cio, com uma escol­ha qual­i­fi­ca­da, mas que leve a gas­tos menores no proces­so.
Nova­mente, é um critério que está asso­ci­a­do a várias condições. Faz­er entre­vis­tas por vídeo, por exem­p­lo, econ­o­miza tem­po e recur­sos. Por­tan­to, aju­da a reduzir esse val­or. Porém, a rep­utação tam­bém pesa.
Quan­do há uma boa per­cepção do negó­cio como empre­gador, os tal­en­tos têm mais inter­esse e se enga­jam mais facil­mente com a seleção. De qual­quer for­ma, é pre­ciso ger­ar uma exper­iên­cia encan­ta­do­ra para futur­os colab­o­radores, des­de o primeiro con­ta­to.
Por­tan­to, vale a pena com­pi­lar os gas­tos com proces­sos sele­tivos e dividir pelo total de recru­ta­men­tos no perío­do para chegar a esse val­or.

3. Analise a remuneração média de novos talentos

O salário acor­da­do com os colab­o­radores é mais uma indi­cação do nív­el de rep­utação do negó­cio. O moti­vo é sim­ples: uma empre­sa mais bem-vista, nor­mal­mente, con­segue atrair e con­vencer tal­en­tos por val­ores menores.
O opos­to tam­bém acon­tece e uma imagem arran­ha­da, geral­mente, deman­da paga­men­tos mais altos. Segun­do a Har­vard Busi­ness Review, os gas­tos são até 10% maiores para uma mar­ca empre­gado­ra com per­cepção neg­a­ti­va.
Então, uma medi­da indi­re­ta con­siste em medir a remu­ner­ação média paga a novos tal­en­tos — espe­cial­mente, após a imple­men­tação das medi­das de employ­er brand­ing.
O val­or, então, pode ser com­para­do com a média de mer­ca­do. Dessa for­ma, é pos­sív­el saber se a imagem joga a favor ou con­tra a empre­sa no momen­to de nego­ciar com os futur­os colab­o­radores.

4. Avalie a qualidade dos talentos e da contratação

Com boas estraté­gias de employ­er brand­ing, é comum que as vagas ten­ham muito mais alcance entre os can­didatos. No entan­to, é pre­ciso con­sid­er­ar que tudo só será real­mente útil e pos­i­ti­vo para o negó­cio se ger­ar con­tratações alin­hadas e que aju­dem no dia a dia.
Por­tan­to, uma das for­mas de medir o suces­so dessa abor­dagem é anal­is­ar a qual­i­dade dos tal­en­tos. Na práti­ca, isso pode ser feito de for­mas dire­tas ou indi­re­tas e com ou sem sub­je­tivi­dade.
É pos­sív­el, por exem­p­lo, usar as avali­ações de desem­pen­ho para medir o nív­el de pro­du­tivi­dade e de entre­ga das novas con­tratações. Quan­to mel­hores forem os resul­ta­dos, maior é a qual­i­dade.
Além dis­so, há como usar out­ras fer­ra­men­tas, como a análise de cli­ma orga­ni­za­cional, o nív­el de sat­is­fação dos colab­o­radores e até o nív­el de sat­is­fação dos clientes, depen­den­do da posição. Quan­to maior for o fit cul­tur­al e quan­to mel­hor for a atu­ação medi­ante obje­tivos estratégi­cos, mel­hor.

5. Acompanhe o volume de indicações de colaboradores

O “employ­ee refer­ral” nada mais é que a indi­cação de novos tal­en­tos por fun­cionários atu­ais. Então, rep­re­sen­ta tan­to a divul­gação de uma vaga aber­ta para os con­tatos quan­to a recomen­dação de profis­sion­ais inter­na­mente para ocu­par posições.
De qual­quer maneira, um alto vol­ume de indi­cações demon­stra que o negó­cio tem uma boa rep­utação. Afi­nal, é improváv­el que alguém que este­ja insat­is­feito com a empre­sa queira recomendá-la para um ami­go ou con­heci­do.
Por isso, vale a pena con­hecer o quan­to os colab­o­radores se enga­jam para divul­gar as vagas e, tam­bém, quan­tas são as con­tratação efe­t­u­adas com base em indi­cações. Um aumen­to ness­es níveis pos­sivel­mente rep­re­sen­ta um avanço na imagem do empre­gador.

6. Calcule a taxa de retenção de talentos

De maneira práti­ca, a taxa de retenção é um dos indi­cadores mais impor­tantes para men­su­rar o suces­so do proces­so de seleção. Afi­nal, ela rep­re­sen­ta a capaci­dade de man­ter os colab­o­radores no seu negó­cio ao lon­go do tem­po.
Uma das for­mas de cal­cu­lar a retenção é por meio da divisão entre o número de tal­en­tos que per­manecem e os que estavam pre­sentes no começo. Ao avaliar semes­tral­mente, por exem­p­lo, a ideia é con­hecer quem deixou o negó­cio den­tro de 6 meses.
O índice é impor­tante porque ser capaz de reter os tal­en­tos sig­nifi­ca, poten­cial­mente, que os colab­o­radores estão sat­is­feitos com o ambi­ente de tra­bal­ho e suas condições.
Além dis­so, vale com­parar os resul­ta­dos de retenção do pre­sente com os números de antes da estraté­gia de employ­er brand­ing. Se a per­manên­cia de con­trata­dos tiv­er aumen­ta­do, pode ser sinal que as ações são bem-suce­di­das.

7. Confira avaliações, premiações e classificações externas

Condições exter­nas tam­bém aju­dam a definir o nív­el de rep­utação da empre­sa, como empre­gado­ra. Nesse caso, o ide­al é ver­i­ficar quais são as avali­ações de fun­cionários e ex-fun­cionários em sites espe­cial­is­tas, como o Glass­door. Como são anôn­i­mas, cos­tu­mam ser bem hon­es­tas e podem indicar como o negó­cio é vis­to.
Tam­bém há as pre­mi­ações lig­adas ao ambi­ente de tra­bal­ho, como o Great Place to Work. Ser indi­ca­do ou lis­ta­do como um dos mel­hores locais para tal­en­tos pode reforçar a moral per­ante os profis­sion­ais de inter­esse.
Medir o employ­er brand­ing do negó­cio depende de métri­c­as que trazem infor­mações impor­tantes. Com o uso dess­es indi­cadores, é pos­sív­el enten­der como tem sido o avanço des­de a imple­men­tação das estraté­gias e o que ain­da pode pas­sar por mel­ho­rias.
Ago­ra você já pode começar a apor em práti­ca tudo que você apren­deu aqui. Mas além dis­so, é muito impor­tante nun­ca parar de reter con­hec­i­men­tos, por isso, sep­a­ramos mais um con­teú­do de muito val­or que pode ser bas­tante útil para a sua car­reira. Veja 16 métri­c­as e indi­cadores de RH para mel­ho­rar sua oper­ação!

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