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O que é Feedback: Conheça Modelos e Diferentes Tipos

By outubro 6, 2022março 5th, 2025Cultura Organizacional
modelo de feedback

Você já parou para pen­sar na importân­cia de incluir os feed­backs na roti­na da sua empre­sa? Sabe­mos que você deve saber que ofer­e­cer retornos a respeito de algum proces­so do seu time é impor­tante para que ele vá bem, mas além dis­so, qual fre­quên­cia tro­cam feed­backs na orga­ni­za­ção?

Em uma pesquisa real­iza­da pela Hub­Spot apon­ta que 43% dos fun­cionários que recebem feed­backs a respeito de suas per­for­mances pelo menos uma vez por sem­ana, pos­suem maior rendi­men­to na empre­sa. No entan­to, é pre­ciso ressaltar que não bas­ta ape­nas dar retornos, é pre­ciso saber qual mod­e­lo de feed­back usar e quan­do ofer­ecê-los. 

Neste arti­go, vamos ensi­nar você sobre:

  • o que é feed­back;
  • qual a sua importân­cia;
  • o que é  cul­tura do feed­back;
  • alguns mod­e­los de feed­back;
  • bene­fí­cios dessa práti­ca;
  • como e quan­do usar;
  • o que escr­ev­er ao enviar um feed­back;
  • e por fim, um check­list de feed­back.

O que é feedback?

Feed­back em tradução livre sig­nifi­ca opinião, retorno, avali­ação ou comen­tário. O feed­back é uma estraté­gia da comu­ni­cação para uma pes­soa apre­sen­tar um pon­to de vista a respeito de uma ação, avalian­do os pon­tos pos­i­tivos e apon­tan­do mel­ho­rias

Qual a importância do feedback?

Imag­ine que você está tra­bal­han­do em uma imple­men­tação de ações para os colab­o­radores da empre­sa, como você sabe que ele está dan­do cer­to? Para isso, é pre­ciso que os colab­o­radores comentem o que estão achan­do, e assim você sabe se as ações estão sendo efe­ti­vas, ou não.

É assim que fun­ciona todo e qual­quer tra­bal­ho. O feed­back pode fun­cionar como um dire­ciona­men­to para uma pes­soa mel­ho­rar e poten­cializar seu tra­bal­ho ou com­por­ta­men­tos; ou pode atu­ar como um con­du­tor para que seu time, por exem­p­lo, con­tin­ue fazen­do um bom tra­bal­ho. 

Ain­da de acor­do com a pesquisa do Hub­spot, 69% dos fun­cionários afir­mam que tra­bal­hari­am mais se sen­tis­sem que seus esforços são recon­heci­dos. Da mes­ma for­ma, os dados apon­tam que fun­cionários que recebem pouco ou nen­hum feed­back estão mais propen­sos a se desvin­cu­lar da empre­sa.

E 73% dos colab­o­radores entre­vis­ta­dos con­sid­er­am que ter esse retorno é muito impor­tante para o cresci­men­to. Da mes­ma for­ma, podemos pon­tu­ar sobre feed­backs dos lid­er­a­dos para seus gestores, e assim con­stru­ir uma cul­tura de feed­back.

O que é a cultura do feedback?

A cul­tura do feed­back é um méto­do de pro­por­cionar na empre­sa, um ambi­ente  aber­to ao diál­o­go, para que assim os colab­o­radores pos­sam cri­ar o hábito de tro­car exper­iên­cias. Assim como con­ver­sar sobre seu desem­pen­ho, resul­ta­dos e com­por­ta­men­tos, seja para alin­hamen­tos e apon­ta­men­tos de mel­ho­rias ou para recon­hec­i­men­tos. 

Isso quer diz­er que os feed­backs devem ir além de momen­tos pon­tu­ais ou ape­nas durante as one-a-one, por exem­p­lo. Isso aju­da no desem­pen­ho e desen­volvi­men­to cole­ti­vo da empre­sa, fazen­do com que seus colab­o­radores saibam ofer­e­cer e rece­ber feed­backs de for­ma nat­ur­al.

Quais os modelos de feedbacks?

Con­fi­ra aqui 9 mod­e­los de feed­back que são mais comuns nas empre­sas. A par­tir deles, você pode enten­der mel­hor qual tipo usar em deter­mi­nadas situ­ações. Veja!

1. Feedback positivo

Esse é o tipo de feed­back que todos querem rece­ber, não é mes­mo? Ele é comu­mente usa­do para ressaltar pon­tos pos­i­tivos, bons resul­ta­dos e desem­pen­ho dos colab­o­radores. 

Esse tipo de feed­back é muito impor­tante, prin­ci­pal­mente para mostrar para os colab­o­radores como seus gestores se impor­tam com seu desen­volvi­men­to e recon­hecer seus esforços. Ele pode vir por con­ta do alcance de metas, res­olução de prob­le­mas, apre­sen­tação de ino­vações e mel­ho­rias, são alguns exem­p­los.

2. Feedback negativo

O feed­back  neg­a­ti­vo é um tipo mais del­i­ca­do, pois é pre­ciso ser plane­ja­do o assun­to cen­tral e seus pon­tos a serem abor­da­dos na con­ver­sa. Não é ape­nas um comen­tário sobre algum pon­to neg­a­ti­vo, é pre­ciso todo um preparo e sug­estões para aju­dar o colab­o­rador que rece­berá o feed­back.

3. Feedback construtivo

Neste mod­e­lo de feed­back, geral­mente o emis­sor da men­sagem tem o obje­ti­vo de apon­tar algum com­por­ta­men­to que pode ser mel­ho­ra­do. E como já men­ciona­do ante­ri­or­mente, é impor­tante ofer­e­cer cam­in­hos para que essa pes­soa pos­sa mel­ho­rar. 

Alguns assun­tos que podem ser abor­da­dos neste mod­e­lo de feed­back são:

  • Soft skills e hard skills;
  • Pon­tu­al­i­dade;
  • Comu­ni­cação e rela­ciona­men­to;
  • Tra­bal­ho em equipe;
  • Inves­ti­men­to em capac­i­tação;
  • Gestão do tem­po e pro­du­tivi­dade.

4. Feedback corretivo

Este mod­e­lo de feed­back nor­mal­mente é usa­do quan­do um profis­sion­al comete erros ou apre­sen­ta uma diminuição con­sid­eráv­el no desem­pen­ho de suas metas. Neste caso, é pre­ciso con­ver­sar com o colab­o­rador para enten­der o que está impactan­do na sua per­for­mance e como os gestores podem aux­il­iá-lo.

5. Feedback motivador

Assim como o feed­back pos­i­ti­vo, que tem o poder de moti­var os colab­o­radores, existe um especí­fi­co para este propósi­to. O mod­e­lo de feed­back moti­vador é muito impor­tante para aju­dar a equipe ou um profis­sion­al a enga­jar e ani­mar para prosseguirem em algum proces­so.

Ele é volta­do para enco­ra­jar os colab­o­radores a darem o mel­hor que podem. Neste momen­to é inter­es­sante lem­brar dos desafios já super­a­dos e poten­cializar o desem­pen­ho da equipe. 

6. Feedback 360º

O feed­back 360 fun­ciona de todos para todos, ou seja, colaboradores,líderes e as equipes se avaliam e con­tribuem uns com os out­ros através de retornos per­ti­nentes. Esse mod­e­lo faz parte da avali­ação 360º — que é um tipo de avali­ação de desem­pen­ho.

7. Feedback 90º

Assim como o mod­e­lo ante­ri­or, o feed­back de 90º tam­bém é uma estraté­gia que faz parte da avali­ação de desem­pen­ho dos colab­o­radores. Neste caso, essa avali­ação acon­tece através de um supe­ri­or ime­di­a­to que ofer­ece o retorno para seu lid­er­a­do.

Esse mod­e­lo de feed­back é bem tradi­cional e muito impor­tante, pois quem mel­hor pode enten­der a jor­na­da e a per­for­mance dos colab­o­radores que a pes­soa que acom­pan­ha seus proces­sos de per­to?

8. Feedforward

O mod­e­lo de feed­back feed­for­ward usa a análise de desem­pen­ho atu­al e as expec­ta­ti­vas de onde chegar para cri­ar cam­in­hos de apri­mora­men­to para o colab­o­rador, sem­pre olhan­do para o futuro.

Para o feed­for­ward é necessário que a pes­soa que vai ofer­e­cer o feed­back seja alguém que con­heça a tra­jetória profis­sion­al e saber os propósi­tos do recep­tor da men­sagem, além claro de con­hecer o plano de car­reira ofer­e­ci­do para os colab­o­radores, só assim poderá dar dire­ciona­men­tos mais efe­tivos.

9. Feedback para candidatos

O  feed­back para can­didatos é um pouco difer­ente dos ofer­e­ci­dos entre colab­o­radores. Mes­mo sendo fun­da­men­tal, muitas empre­sas ain­da não dão retornos às pes­soas can­di­datas a respeito das suas situ­ações nos proces­sos sele­tivos.

Des­de a can­di­datu­ra, pas­san­do pelas eta­pas do proces­so, até a con­tratação ou elim­i­nação do can­dida­to, é fun­da­men­tal deixar claro para esta pes­soa sobre sua par­tic­i­pação no recru­ta­men­to. 

Out­ro pon­to que pode ser inter­es­sante para o feed­back para can­didatos é, assim como nos mod­e­los já men­ciona­dos, indicar pon­tos de mel­ho­ria que o profis­sion­al pode aplicar nas próx­i­mas entre­vis­tas e proces­sos para chegar mais longe nas eta­pas e con­quis­tar uma vaga.  

Esse tipo de ação faz mui­ta difer­ença para muitos can­didatos, além de faz­er com que vejam a empre­sa de for­ma mais humana e empáti­ca.

Benefícios do feedback

Um feed­back bem estru­tu­ra­do e ofer­e­ci­do de for­ma apro­pri­a­da pode ter muitos efeitos pos­i­tivos 

Aprendizado contínuo

Sem­pre há algo para apren­der, e quan­do apre­sen­ta­do ou apon­ta­do uma ideia que seja per­ti­nente, pode ren­der bons resul­ta­dos. Dessa for­ma, tan­to estar aber­to a ofer­e­cer, quan­to rece­ber feed­backs pode ser fun­da­men­tal para evolução dos colab­o­radores.

Melhora o desempenho

Nem sem­pre rece­ber um feed­back é vis­to como algo pos­i­ti­vo, por isso pre­cisa ser bem pen­sa­do antes de enviar. Mas esse tipo de con­ver­sa pode ser uma vira­da de chave para que as pes­soas pos­sam mel­ho­rar algo que talvez não ten­ham perce­bido.

Assim, con­seguem desem­pen­har mel­hor suas funções, faz­er entre­gas mais qual­i­fi­cadas e ger­ar mais resul­ta­dos pos­i­tivos para seu time, sua empre­sa e até mes­mo pes­soal­mente.

Motivação e engajamento

Às vezes, tudo que o seu lid­er­a­do ou até mes­mo seu chefe pre­cisa é de um feed­back sobre suas entre­gas e for­ma de gestão. Isso pode motivá-lo a mel­ho­rar ou enganá-lo a con­tin­uar e poten­cializar seu bom tra­bal­ho.

Comunicação efetiva

A aber­tu­ra ao diál­o­go facili­ta e tor­na todos os bene­fí­cios já cita­dos mais evi­dentes na real­i­dade de uma empre­sa. A comu­ni­cação e a escu­ta ati­va entre os colab­o­radores tor­na a exe­cução de proces­sos muito mais descom­pli­cadas, alin­han­do todos os times.

Como e quando usar cada feedback

O feed­back, prin­ci­pal­mente quan­do falam­os do mod­e­lo neg­a­ti­vo, é muito impor­tante saber o que e quan­do falar. Para isso, sep­a­ramos alguns pon­tos para você avaliar quan­do for ofer­e­cer um feed­back.

Fique atento ao timing

Algu­mas con­ver­sas pre­cisam ser feitas logo após o ocor­ri­do, por exem­p­lo, para ajus­tar situ­ações o mais rápi­do pos­sív­el. Em out­ros casos, guardar o assun­to para um momen­to especí­fi­co pode ser mais efe­ti­vo.

Por isso é pre­ciso saber qual tem­po é propí­cio para cada mod­e­lo de feed­back.

Dê feedbacks individuais e em grupo

Um mod­e­lo de feed­back moti­va­cional, por exem­p­lo, pode tran­quil­a­mente ser feito para todo o time. Mas nem todos são inter­es­santes serem dados dessa maneira, reser­var um momen­to para con­ver­sar indi­vid­ual­mente e pas­sar o feed­back, além de enten­der mel­hor sobre a per­cepção do out­ro a respeito do assun­to.

Ofereça feedbacks periodicamente

É impor­tante man­ter uma fre­quên­cia nos feed­backs, você pode usar as reuniões de 1:1 para isso, ou mar­car papos exclu­si­va­mente para isso, seja men­sal ou quinzenal.

Seja consistente nos feedbacks

Os feed­backs pre­cisam ser real­mente per­ti­nentes, que aju­dem a solu­cionar alguns prob­le­mas ou traz­er  algu­ma mel­ho­ria para quem rece­ber. Sim­ples­mente criticar algu­ma coisa, não é de for­ma algu­ma o apro­pri­a­do.

O que escrever em um feedback? Exemplos

Em alguns momen­tos, é necessário enviar feed­backs for­mal­mente, de for­ma escri­ta. Mas não pode ser feito de qual­quer maneira, não é mes­mo?

Então, para escr­ev­er seu comen­tário for­mal, pos­i­ti­vo ou con­stru­ti­vo, é pre­ciso levar em con­ta a seguinte estru­tu­ra:

  • Ter como base uma ação;
  • Descr­ev­er o impacto da situ­ação;
  • Ofer­e­cer sug­estões de mel­ho­rias.

Assim você con­segue ter clareza na for­ma de comu­nicar, sem deixar margem para out­ras inter­pre­tações e demon­strar empa­tia e pre­ocu­pação com a mel­ho­ria em relação ao ocor­ri­do.

Checklist de Feedback

Quan­do for pas­sar um feed­back, é impor­tante ter ideia prévia do que falar e como falar — como men­ciona­do ante­ri­or­mente. Para isso, pon­tu­amos alguns pas­sos que podem aju­dar você a se preparar para dar um retorno. Con­fi­ra! 

Organize o que precisa ser dito

É inter­es­sante rote­i­rizar o que é pre­ciso ser pon­tu­a­do durante a con­ver­sa para não esque­cer nada. No caso de faz­er ser um tipo per­iódi­co de feed­back, durante o perío­do que ante­cede a reunião com o out­ro colab­o­rador, vá ano­tan­do tudo que pre­cis­ar ser dito. Assim você diminui as chances de esque­cer algum assun­to.

Escolha um ambiente neutro

Se você é o líder da pes­soa que rece­berá o feed­back, é inter­es­sante que você tire o peso que pode pairar em relação a visão de “gestor>liderado”. Dessa for­ma, mar­car a con­ver­sa em uma out­ra sala de reunião, fora da sua sala ou do setor do seu time, pode deixar o colab­o­rador mais recep­ti­vo. 

Tenha empatia

Na hora de falar, pense em como você gostaria de rece­ber aque­la infor­mação, assim você terá uma ideia da for­ma que deve falar. Isso porque, depen­den­do da for­ma que você fala, a out­ra pes­soa pode rece­ber o comen­tário e se fechar, e assim o feed­back terá o efeito con­trário. Por isso tam­bém é pre­ciso plane­jar o que será dito.

Ofereça sugestões de melhoria ou planos de ação

No caso de feed­backs que pon­tu­am mel­ho­rias, seja do desem­pen­ho ou de com­por­ta­men­to, uma ação que pode ser fei­ta, além de apon­tar onde faz­er as mel­ho­rias, é como fazê-las

Dessa for­ma, aju­dar a pes­soa a pen­sar em planos de ação de como intro­duzir a sua roti­na práti­cas que pos­sam traz­er ess­es tipos de mel­ho­rias é uma for­ma de demon­strar apoio e incen­ti­vo. 

A práti­ca de feed­back nas empre­sas é fun­da­men­tal para a boa exe­cução dos seus proces­sos além de tornar as equipes mais alin­hadas ao propósi­to do negó­cio. E isso pre­cisa ser parte da roti­na não somente entre os colab­o­radores, mas o RH tam­bém pre­cisa tornar essa práti­ca em seus proces­sos de recru­ta­men­to e seleção.

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