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Como Enfrentar a Síndrome de Burnout

By janeiro 23, 2024janeiro 9th, 2025Gestão de Pessoas, Inteligência Emocional
mulher negra, usando uma camisa de mangas longas verde-musgo com as mãos nas têmporas com uma expressão de dor enfrentando a síndrome de burnout

O mercado de trabalho é um ambiente bem competitivo, e isso você já deve estar ciente, porém com o excesso de cobranças, onde a pressão e as demandas são constantes, podem ser prejudiciais para a principal ferramenta que uma empresa possui: o capital humano.

Ess­es exces­sos podem con­tribuir para o desen­volvi­men­to da sín­drome de Burnout. E isso tem se tor­na­do um grande desafio tan­to para os profis­sion­ais, como para os colab­o­radores. Pois esse estresse crôni­co afe­ta aspec­tos emo­cionais, men­tais, e tam­bém o bem-estar ger­al de uma pes­soa.

O Brasil ocupou a segun­da posição nos casos de Burnout no rank­ing mundi­al, fican­do atrás ape­nas do Japão, é o que apon­ta uma pesquisa de 2021 real­iza­da pelo Inter­na­tion­al Stress Man­age­ment Asso­ci­a­tion (ISMA-BR). 

Dito isso, ressalta­mos a importân­cia de recon­hecer as causas e os sinais de aler­ta para o Burnout nas empre­sas. Além de pen­sar em estraté­gias para pre­venção e trata­men­to.

Dessa for­ma, é fun­da­men­tal aumen­tar a con­sci­en­ti­za­ção sobre a Sín­drome de Burnout, para que as orga­ni­za­ções pos­sam cri­ar ambi­entes de tra­bal­ho mais saudáveis e sus­ten­táveis, pri­or­izan­do o bem-estar dos colab­o­radores.

O que é a Síndrome de Burnout?

A Sín­drome de Burnout, tam­bém con­heci­do como “esgo­ta­men­to profis­sion­al”, é um esta­do de exaustão físi­ca, men­tal e emo­cional que é resul­ta­do de uma exposição pro­lon­ga­da a situ­ações de estresse no ambi­ente de tra­bal­ho. 

Essa condição é uma respos­ta extrema do cor­po que pode afe­tar sig­ni­fica­ti­va­mente a saúde men­tal e o bem-estar de uma pes­soa. 

Os prin­ci­pais sin­tomas da Sín­drome de Burnout nas empre­sas podem incluir uma sen­sação per­sis­tente de esgo­ta­men­to físi­co, men­tal e emo­cional, acom­pan­ha­da por uma redução da eficá­cia profis­sion­al. Bem como per­da de moti­vação, inter­esse e ener­gia.

A Sín­drome de Burnout estão geral­mente asso­ci­a­dos:

  • a car­gas exces­si­vas de tra­bal­ho;
  • pressão con­stante;
  • fal­ta de recon­hec­i­men­to;
  • fal­ta de con­t­role sobre as tare­fas;
  • ambi­entes de tra­bal­ho tóx­i­cos;
  • fal­ta de equi­líbrio entre vida profis­sion­al e pes­soal.

O que causa o Burnout no ambiente de trabalho?

Exis­tem diver­sas causas que con­tribuem para o desen­volvi­men­to do Burnout. Enten­der ess­es gatil­hos é cru­cial para evi­tar que esse dis­túr­bio se desen­vol­va na sua empre­sa, bem como encon­trar soluções efi­cazes para esse prob­le­ma.

Aqui estão algu­mas das prin­ci­pais causas da sín­drome de Burnout nas empre­sas:

Car­ga exces­si­va de tra­bal­ho: a sobre­car­ga con­stante de tare­fas e respon­s­abil­i­dades, a expec­ta­ti­va de realizar mais do que é razoáv­el pos­sív­el em um perío­do deter­mi­na­do pode levar à exaustão físi­ca e men­tal.

Pressão con­stante: ambi­entes de tra­bal­ho onde a pressão é uma con­stante, seja dev­i­do a pra­zos aper­ta­dos, metas inat­ingíveis ou expec­ta­ti­vas irre­al­is­tas, podem cri­ar um cenário propí­cio para a Sín­drome de Burnout.

Fal­ta de con­t­role e autono­mia: a fal­ta de con­t­role sobre o próprio tra­bal­ho e a ausên­cia de autono­mia na toma­da de decisões podem ger­ar sen­ti­men­tos de impotên­cia, con­tribuin­do para o des­gaste profis­sion­al.

Fal­ta de recon­hec­i­men­to e rec­om­pen­sa: a ausên­cia de recon­hec­i­men­to e rec­om­pen­sa pelos esforços tam­bém podem levar à desmo­ti­vação e à sen­sação de desval­oriza­ção.

Cli­ma orga­ni­za­cional des­gas­tante: ambi­entes de tra­bal­ho com relações inter­pes­soais difí­ceis, con­fli­tos fre­quentes podem con­tribuir para o estresse.

Inse­gu­rança no emprego: insta­bil­i­dade econômi­ca, reestru­tu­rações orga­ni­za­cionais fre­quentes ou ameaças de demis­são podem cri­ar um ambi­ente de ansiedade con­stante.

Fal­ta de recur­sos e fer­ra­men­tas ade­quadas: tec­nolo­gia desat­u­al­iza­da ou fer­ra­men­tas inad­e­quadas para realizar as tare­fas podem aumen­tar a car­ga de tra­bal­ho e cri­ar frus­trações.

Expec­ta­ti­vas irre­al­is­tas: tan­to impostas exter­na­mente quan­to auto impostas, podem cri­ar um ciclo de insat­is­fação con­stante, à medi­da que é difí­cil alcançar metas inat­ingíveis.

Como as empresas têm tratado o Burnout?

O ter­mo Burnout é con­heci­do des­de mea­d­os dos anos 1970, mas esse tema ficou em mais evidên­cia recen­te­mente, prin­ci­pal­mente após a pan­demia decor­rente da Covid-19, o coro­n­avírus.

O aumen­to desse fenô­meno é bas­tante con­sid­eráv­el, pois de acor­do com o Jor­nal USP que apre­sen­ta uma pesquisa da Asso­ci­ação Nacional de Med­i­c­i­na do Tra­bal­ho (Anamt) que apon­ta que a sín­drome atinge cer­ca de 30% dos tra­bal­hadores no Brasil.

E com essa dimen­são, atual­mente, a abor­dagem das empre­sas em relação à Sín­drome de Burnout tem evoluí­do à medi­da que a con­sci­en­ti­za­ção cresce. 

Dessa for­ma, muitas orga­ni­za­ções já recon­hecem a gravi­dade e os impactos do Burnout, e já estão imple­men­tan­do estraté­gias para lidar com essa questão e out­ras mais rela­cionadas à saúde men­tal e qual­i­dade de vida dos colab­o­radores.

O que fazer com um funcionário com Síndrome de Burnout?

Ao lidar com um fun­cionário enfrentan­do a Sín­drome de Burnout, é impor­tante saber como abor­dar cor­re­ta­mente esse prob­le­ma. Para isso, sep­a­ramos aqui, algu­mas dicas de estraté­gias para enfrentar esse desafio.

Identificação de causas

O primeiro pas­so é inves­ti­gar o que cau­sou essa situ­ação. Então, é impor­tante iden­ti­ficar as fontes especí­fi­cas de estresse, e assim poder agir dire­ta­mente nas raízes do prob­le­ma para poder realizar inter­venções efi­cazes.

Mes­mo que um fun­cionário seja afas­ta­do por Burnout, ele não poderá voltar, quan­do recu­per­a­do, para a mes­ma roti­na de estresse crôni­co. Por isso, essa iden­ti­fi­cação é fun­da­men­tal para poder deter­mi­nar um plano de ação para resolver esse prob­le­ma e evi­tar novos casos de sín­drome de Burnout nas empre­sas.

Apoio profissional

É impor­tante ofer­e­cer, para o colab­o­rador que desen­volveu a sín­drome de Burnout, um apoio espe­cial­iza­do, como psicól­o­gos ou ter­apeu­tas. Pro­por­cionar esse aces­so do fun­cionário a uma assistên­cia espe­cial­iza­da é fun­da­men­tal nesse momen­to.

Pois ess­es profis­sion­ais podem ofer­e­cer ori­en­tação, estraté­gias de enfrenta­men­to e apoio emo­cional durante o proces­so de recu­per­ação.

Plano de recuperação

Desen­volver planos per­son­al­iza­dos é uma práti­ca que pode ser fun­da­men­tal para a recu­per­ação do fun­cionário. É impor­tante pen­sar em estraté­gias para geren­ciar o estresse e pos­síveis ajustes nas respon­s­abil­i­dades

Monitoramento

As empre­sas têm esta­b­ele­ci­do mecan­is­mos de mon­i­tora­men­to para avaliar con­tin­u­a­mente o bem-estar dos colab­o­radores. E isso é fun­da­men­tal, prin­ci­pal­mente na recu­per­ação de colab­o­radores afe­ta­dos pelo Burnout.

Realizar avali­ações reg­u­lares e acom­pan­hamen­to das mudanças no com­por­ta­men­to e desem­pen­ho do colab­o­rador, além de man­ter uma comu­ni­cação aber­ta para iden­ti­ficar qual­quer sinal de recaí­da. 

Políticas de saúde mental

Elab­o­rar políti­cas de saúde men­tal na cul­tura orga­ni­za­cional é uma medi­da pre­ven­ti­va e de suporte fun­da­men­tal. 

Esta­b­ele­cer ações que pro­movam a con­sci­en­ti­za­ção sobre a importân­cia da saúde men­tal, incen­tivem a bus­ca por aju­da é fun­da­men­tal para cri­ar um ambi­ente de tra­bal­ho mais saudáv­el.

Como prevenir a síndrome de Burnout no ambiente de trabalho?

A pre­venção é a mel­hor abor­dagem para lidar com esse prob­le­ma. As empre­sas que estão com­pro­meti­das com o bem-estar de seus colab­o­radores devem estar aten­tas aos sinais de Burnout. 

Para isso, é impor­tante enten­der que a pre­venção requer uma abor­dagem holís­ti­ca que atin­ja diver­sos aspec­tos do ambi­ente orga­ni­za­cional. Então, veja aqui algu­mas estraté­gias para pre­venir a sín­drome de Burnout nas empre­sas:

Gerenciamento de Carga de Trabalho

Um dos pon­tos de maior atenção na pre­venção do Burnout é uma gestão da car­ga de tra­bal­ho mais respon­sáv­el. Isso envolve a dis­tribuição de tare­fas de for­ma mais jus­ta, assim como a definição de metas real­is­tas e a cri­ação de um ambi­ente que pro­mo­va maior autono­mia.

Evi­tar sobre­car­regar os mem­bros da equipe é essen­cial para preser­var sua ener­gia e garan­tir a moti­vação deles.

Promoção da saúde mental

Incen­ti­var o cuida­do com a saúde men­tal é uma estraté­gia muito efi­ciente. Isso pode incluir a cri­ação de pro­gra­mas que incen­ti­vam práti­cas saudáveis, como a práti­ca de exer­cí­cios físi­cos, téc­ni­cas de relax­am­en­to e a pro­moção de uma cul­tura que val­orize a pausa para o autocuida­do, por exem­p­lo.

Treinamento em gerenciamento de estresse

Ofer­e­cer treina­men­to para que os colab­o­radores con­sigam geren­ciar o estresse é uma fer­ra­men­ta valiosa na pre­venção do Burnout. Esse pro­gra­ma capaci­ta os colab­o­radores a recon­hecerem os sinais de estresse e tra­bal­har estraté­gias de enfrenta­men­to efi­cazes.

Assim, é pos­sív­el pro­mover a resil­iên­cia diante das pressões do tra­bal­ho. Isso é muito inter­es­sante para ajudá-los tan­to na sua roti­na profis­sion­al, quan­to na pes­soal, poten­cial­izan­do o cuida­do da saúde men­tal.

Acesso a recursos de saúde mental

Disponi­bi­lizar o aces­so dos seus fun­cionários a recur­sos de saúde men­tal deve ser uma pri­or­i­dade, quan­do falam­os em pre­venção da Sín­drome de Burnout nas empre­sas.

Essa estraté­gia pode incluir serviços de acon­sel­hamen­to, parce­rias com profis­sion­ais de saúde men­tal, entre out­ros recur­sos. Esta­b­ele­cer uma rede de suporte profis­sion­al disponív­el para os colab­o­radores reforça a men­sagem de que a saúde men­tal é uma pri­or­i­dade.

Políticas de equilíbrio trabalho-vida pessoal

Desen­volver e imple­men­tar políti­cas que pro­movam o equi­líbrio entre tra­bal­ho e vida pes­soal pode ser uma das mel­hores estraté­gias. Pois é pre­ciso con­sci­en­ti­zar os profis­sion­ais a sep­a­rar o tra­bal­ho e a vida fora da orga­ni­za­ção.

É impor­tante que os colab­o­radores se desliguem das suas respon­s­abil­i­dades orga­ni­za­cionais quan­do estiverem fora do horário de tra­bal­ho, ou de férias, por exem­p­lo. 

Para isso, a empre­sa pode ofer­e­cer flex­i­bi­liza­ção de horários, a pro­moção do tra­bal­ho remo­to e a cri­ação de um ambi­ente que val­orize a importân­cia do tem­po ded­i­ca­do à família, laz­er e des­can­so.

O cuidar dos colab­o­radores é um dos papéis da gestão de pes­soas. É impor­tante inve­stir em estraté­gias efi­cientes para garan­tir que cada fun­cionário pos­sa ter a mel­hor per­for­mance e con­tribuir com mel­hores resul­ta­dos para a orga­ni­za­ção.

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Conclusão

A sín­drome de burnout é um prob­le­ma cres­cente, mas pode ser evi­ta­da com ações sim­ples e efi­cazes,  pois empre­sas que pri­or­izam o bem-estar dos colab­o­radores não ape­nas reduzem os casos de burnout, mas tam­bém cri­am um ambi­ente mais pro­du­ti­vo e saudáv­el.

Seja na lid­er­ança ou no dia a dia profis­sion­al, cuidar da saúde men­tal deve ser uma pri­or­i­dade, afi­nal, colab­o­radores moti­va­dos e bem cuida­dos são a base para o suces­so de qual­quer orga­ni­za­ção.

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